domingo, 21 de fevereiro de 2016

Peter Drucker - Administrando para Obter Resultados

Este aprendi com minha mãe: "Os resultados são obtidos pela exploração de oportunidades, não pela solução de problemas - Tudo o que se pode esperar obter pela solução de um problema é a restauração da normalidade." 

terça-feira, 13 de outubro de 2015



Cap 4. Making Strength Productive

The effective executive makes strength productive. He knows that one cannot build on weakness. To achieve results, one has to use all the available strengths - the strengths of associates, the strengths of the superior, and one’s own strengths. These strengths are the true opportunities. To make strength productive is the unique purpose of organization. It cannot, of course, overcome the weakness with which each of us is abundantly endowed. But it can make them irrelevant. Its task is to use the strength of each man as a building block for joint performance.

Whoever tries to place a man or staff an organization to avoid weakness will end up at best with mediocrity. The idea that there are “well-rounded” people, people who have only strengths and no weakness (whether the term used is the “whole man”, the “mature personality,” the “well-adjusted personality,” or the “generalist”) is a prescription for mediocrity if not for incompetence. Strong people always have strong weakness too. Where there are peaks, there are valleys. And no one is strong in many areas. Measured against the universe of human knowledge, experience, and abilities, even the greatest genius would have to be rated a total failure. There is no such thing as a “good man”. Good for what? is the question.


Five Practices of Effective Executives

These are essentially five such practices - five such habits of mind that have to be acquired to be an effective executive:

1 - Effective executives know where their time goes. They work systematically at managing the little of their time that can be brought under their control.

2. Effective executives focus on outward contribution. They gear their efforts to results rather than to work. They start out with the question, “What results are expected of me?” rather than with the work to be done, let alone with its techniques and tools.

3. Effective executives build on strengths - their own strengths, the strengths of their superiors, colleagues, and subordinates; and on the strengths in the situations, this is, on what they can do. They do not build on weakness. They do no start out with the things they cannot do.

4. Effective executives concentrate on the few major areas where superior performance will produce outstanding results. They force themselves to set priorities and stay with their priority decisions. They know that they have no choice but to do first things firsts - and second things not at all. The alternative is to get nothing done.

5. Effective executives, finally, make effective decisions. They know this is, above all, a matter of system - of the right steps in the right sequence.  They know that an effective decision is always a judgment based on “dissenting opinions” rather than on “consensus of the facts.” And they know that to make many decision fast means to make the wrong decisions. What is needed are few, but fundamental, decisions. What is needed is the right strategy rather than razzle-dazzle tactics.


The Effective Executive - Peter Drucker

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

A Morte - João Candido de Oliveira - Livro Aposentadoria


A fuga certamente nunca foi nem poderá ser a solução definitiva para nenhum tipo de problema; todavia, a morte em consequência dele também não o é, embora muitos prefiram por ela optar. Entre continuar vivendo com a sensação de que se está comportando de maneira “inadequada” e morrer por algum “capricho” considerado certo - porque problema que justifique a morte só poderá ser assim definido - é preferível continuar vivendo “inadequadamente” do que ser caprichoso. Isso porque “nunca estamos tão seguros de nossas razões a ponto de imolarão-nos por elas” - sabiamente, asseverava Nietzsche. O que é verdade hoje certamente não o era ontem nem temos tanta certeza de que o será amanhã. E, sem o gozo da vida, o indivíduo não tem como certificar-se dessa realidade nem tampouco vivência-la. Evidentemente, o que denominamos “maneira inadequada” não pode ser o que contraria as regras básicas que norteiam a convivência fraterna e social: os princípios fundados na ética e na moral.

As verdades dos homens são tão frágeis e mutáveis que, sem dúvida, não valeria a pena morrer por elas, a não ser na defesa da própria vida. Tome-se como exemplo os milhões de seres sacrificados em nome do socialismo, especialmente na União Soviética, vítimas do estalinismo. Até hoje não se sabe o número exato de mortos - talvez mais que a população de uma grande São Paulo - imolados em nome de uma causa que nem mesmo os “donos da verdade” tinham tanta certeza do alcance de suas finalidades, de seu sucesso. Tanto que, em alguns países, se desmoronou sem as reações esperadas. Não menos lastimável e perverso foi o nazismo hitlerista, que engoliu outras tantas vidas em nome de outras verdades. E assim, todos os genocídios praticados especialmente no século XX, sem contar aos milhões de criaturas, maltratadas e sacrificadas em nome de princípios defendidos por ditaduras civis e militares dispersas pelo mundo, incluindo no mesmo balaio O Santo Ofício de Deus - a Inquisição - que devorou, na tortura e na fogueira, milhares de inocentes em nome de uma fé que, paradoxalmente, era também a fé da maioria das vítimas, apenas expressas de maneira diferente ou porque sua prática não servia aos interesses de alguns segmentos da Igreja. E de outra feita, as diversas formas intolerantes de sectarismos religiosos e étnicos espalhadas pelo mundo. 

As razões engendradas pelos homens hoje só existem para eles na condição de vivos. Não se tem notícias de nenhum morto que tenha ressuscitado para testemunhar que, se tivesse de morrer novamente pelos mesmos princípios, o faria com igual disposição; quem afirma isso são os vivos. E não se deve esquecer que erros e acertos são coisas de vivos; os mortos nunca erram, pelo menos na lógica dos vivos. Motivos louváveis que tenham levado pessoas a imolar-se por eles deixam de ser louváveis pelo simples fato de não terem servido à vida, mas à morte. Paradoxalmente, a morte não precisa de auxílio, ela é suficientemente capaz de, mesmo que tudo conspire contra ela, cumprir rigorosamente sua missão - é apenas uma questão de tempo e oportunidade. Ora, sendo isto verdade, por que criar e defender motivos cujo emprego serve mais à morte do que à vida? A morte não reclama, nem carece de ajuda. Ela está sempre onde esteve, silenciosa, inalterável, nas mais remotas profundezas de cada ser vivo. 

Aposentadoria - João Candido de Oliveira

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Calvino e Lutero


Para Lutero e Calvino, o trabalho não era visto apenas como punição pelo pecado original, mas também como oportunidade da por Deus ao homem para que ele pudesse não só dar continuidade à vida, mas sobretudo encontrar um novo significado para a sua própria vida. A partir desse princípio, sustentaram e pregaram que o trabalho deveria ser exercido em nome de Deus e para a Sua glória. O ato de trabalhar, portanto, não se reduzia apenas a pagar pecados ou ainda a suprir as bases da vida material. Era, antes de tudo, o meio pelo qual o homem resgatava a dignidade perdida diante do Criador, a sua própria dignidade de homem, jamais conquistada por outros meios. Assim, trabalhar consistia num ato de fé, de esperança e, consequentemente, de amor. Trabalhar era uma forma de agradar a Deus, de obter Sua graça e de ter as esperanças renovadas. O ócio e a preguiça eram obras do demônio, quem os cultivava ofendia a Deus e O desmerecia, não sendo digno de Sua graça.

O outro aspecto crucial resgatado pelos dois reformadores religiosos foi a utilização do fruto do trabalho: a riqueza. A Igreja Católica, assentada nas doutrinas antigas, sempre vira a riqueza material com indiferença e até mesmo com certas suspeição. Lutero e Calvino, ao contrário, sustentavam que, sendo a riqueza oriunda do trabalho e este entendido como vontade e designo de Deus, não havia por que abomina-la. Ela era não só justa, mas, antes de tudo, legítima. mesmo sendo rico, em função da maneira como fazia uso de sua riqueza, o homem poderia perfeitamente se salvar. O importante era dar uma destinação justa e ética à riqueza e não abomina-la. A riqueza em si não consistia em nenhum impeditivo à salvação; ao contrário, era justamente a pobreza que apontava para esse caminho. A pobreza, na visão de Calvino, era o principal indicativo de que o homem não fizera por merecer, não fora digno de graça de Deus. A pobreza era um redutor da vida humana, não apenas nos seus aspectos materiais, mas empobrecia e fazia definhar o espírito, impedindo a conquista de estados mais elevados da alma. Se a luta diária estava circunscrita aos limites da sobrevivência física, certamente, as coisas do espírito não poderiam ter dimensões diferentes. O reformador sabia disto e orientou a sua pregação religiosa no sentido contrário à da católica. Sabia que somente a submissão do homem ao trabalho duro e disciplinado poderia reverter a pobreza que marcou a vida humana durante toda a Idade Média. 

Fonte: Aposentadoria - Professor João Candido de Oliveira

domingo, 2 de agosto de 2015

A Arte da Política - FHC



Quatro Frentes de Batalha e Uma Arma: a Persuasão

O caminho para chegar a uma economia mais estável passava por várias frentes de batalha e desdobrava-se em etapas. Não tínhamos de antemão inteiramente estabelecido o mapa de voo, mas certa noção do rumo que queríamos tomar e, não menos importante, dos caminhos pelos quais nos recusaríamos a enveredar.

A primeira frente de batalha era ajustar tanto quanto possível o Orçamento daquele ano, 1993, e preparar um Orçamento equilibrado para 1994. Estabelecer a “verdade orçamentária”, segundo expressão da época, era parte essencial do esforço para recuperar a credibilidade do governo. A sociedade precisava acreditar que o governo estava de fato comprometido com o equilíbrio das contas públicas. O governo, por sua vez, necessitava dispor de meios para tanto. E tinha que elaborar um Orçamento que espelhasse isso de forma mais transparente possível. Sem encaminhar solução adequada a essa complicada equação, o combate à inflação não iria longe. Por essa razão, nos empenhamos em obter no Congresso leis que permitissem cortar gastos, elevar impostos e reduzir a rigidez do Orçamento, desvinculando receitas de gastos predeterminados.

A segunda frente de batalha travou-se primeiramente com os estados, que acumulavam gigantescas dívidas com a União e não as vinham pagando com a regularidade devida. Pôr fim à inadimplência quase generalizada dentro do setor público e impedir que ela viesse a se repetir no futuro constituíam também tarefas indispensáveis à reconstrução de credibilidade do governo.

A terceira frente constituiu em defender a necessidade de caminhar no processo de privatização de empresas estatais, não só para ajudar o esforço fiscal, mas principalmente para promover investimentos na expansão e melhoria de serviços públicos, conforme a sociedade exigia de um governo sem recursos. Ainda que nessa fase não tenha podido progredir muito, a insistência na ideia preparou o terreno para, quando cheguei à presidência, deslanchar as privatizações nos setores de infraestrutura.

A quarta frente dizia respeito à renegociação da dívida externa e o retorno do Brasil ao mercado financeiro internacional, com a suspensão da moratória. A conclusão do acordo da dívida, em bases satisfatórias para o país, era outro dos elementos fundamentais para a recuperação da confiança, não somente do mundo financeiro internacional, mas também da própria sociedade brasileira.

A Arte de Política - Fernando Henrique Cardoso.